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Como a Lei Geral de Proteção de Dados afeta empresas como a sua

Como a Lei Geral de Proteção de Dados afeta empresas como a sua

Proteger dados pessoais, em breve, será uma obrigação das empresas. E quem não cumprir a lei será punido com rigor. Saiba o que deve ser feito.

De junho a agosto de 2019, o Brasil sofreu 15 bilhões de tentativas de fraudes na Internet. A quantidade e sofisticação das invasões demonstra que continuamos muito vulneráveis a vazamento de dados. Mas contra elas já foi criada uma legislação específica. A Lei Geral de Proteção de Dados afeta empresas, usuários e o governo. E neste artigo você saberá de que forma isso acontece.

A segurança da informação tem sido um tema recorrente, não só no Brasil, mas no mundo todo. As tentativas de fraudes têm um propósito: todos estão em busca de dados. Mas se engana quem pensa que os vazamentos de dados são ações isoladas de hackers. A falta de regulamentação clara faz com que muitas empresas comercializem informações pessoais de seus clientes, sem punição.

Só que agora o Brasil passou a fazer parte dos países possuem uma lei específica para proteção destes dados. Na União Europeia a privacidade dos cidadãos é garantida pelo General Data Protection Regulation (GDPR), desde 2018, e o California Consumer Privacy Act (CCPA), nos Estados Unidos, foi aprovado no mesmo ano em benefício dos californianos.

A Lei Geral de Proteção de Dados (Nº 13.709 de 2018) estabelece regras para a coleta e gestão de informações pessoais, empresariais e estratégicas dos governos. Ela deixa claros os direitos dos titulares dos dados e as responsabilidades de quem os administra.

Estas regras entrarão em vigor em agosto de 2020, mas acredite: o prazo é curto para as adaptações necessárias para aqueles que ainda não começaram a se preocupar. Dar conta das exigências é um grande desafio, especialmente para empresas como a sua, seja ela uma clínica com cadastro de pacientes ou uma fintech.

Dados são o novo petróleo

Você já ouviu falar no escândalo Cambridge Analytica? A empresa americana que captava dados de usuários de aplicativos foi banida do Facebook após violar informações de mais de 50 milhões de usuários.

O que chama mais a atenção é que os dados não foram obtidos através de malwares, mas sim capturados através de um “teste psicológico”. Estas informações foram utilizadas posteriormente na campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

O episódio acendeu a discussão sobre a privacidade, proteção de dados e uso de informações pessoais, inclusive no Brasil. Parte-se do pressuposto de que estes dados são utilizados sem o consentimento de quem os forneceu.

A Lei Geral de Proteção de Dados define como dado pessoal qualquer informação que faz com que a pessoa seja ou possa ser identificada.

E vai além: Mesmo que não seja possível a identificação de forma isolada, é direito de todo cidadão não ter essa informação solicitada e muito menos divulgada, pois é possível cruzá-la com outros dados.

Isso é importante, porque a LGPD não trata diretamente de dados sobre preferências, sejam elas políticas, ideológicas, sexuais, religiosos ou raça, e etnia. Essas informações são denominadas dados sensíveis, e ninguém pode ser obrigado a fornecê-las. A lei trata especificamente de informações mais objetivas, que têm alto valor na economia digital.

O que preocupa é o vazamento de dados pessoais como nomes, números de telefones e endereços, que tem aumentado muito nos últimos anos. A prática de comercializar e-mails, por exemplo, já era difundida no início dos anos 2000, mas com a evolução da tecnologia, a circulação destas informações acabou sendo facilitada, exigindo formas de controle mais eficientes.

A Lei Geral de Proteção de Dados afeta empresas de que forma?

Muitos têm a sensação de que a Lei Geral de Proteção de Dados afeta empresas de tecnologia, ou grandes companhias, mas não tem impacto sobre as empresas menores. É um erro pensar assim.

Qualquer empresa conta com funcionários e documentos relacionados a seu trabalho. Da mesma forma, possuem cadastros de clientes e dados de fornecedores ou até mesmo de concorrentes. E há risco de vazamento de todos estes dados, até mesmo da forma mais inocente, como através de fotos em redes sociais. E a punição será severa.

As multas podem corresponder até 2% do faturamento da empresa ou R$ 50 milhões por infração cometida, ou seja, por cada dado vazado (dependendo da interpretação). 

Empresas que se consideram mais passíveis a este tipo de problema já estão se movimentando para se adaptarem à nova lei. Entre as medidas tomadas estão:

  • parceria com outras empresas ou profissionais especializados na proteção de dados;
  • assessoria jurídica para elaboração de contratos e termos de uso do serviço;
  • comunicação com clientes, solicitando autorização expressa para uso dos dados e informando a sua finalidade.

Grandes empresas dispõe de recursos necessários para lidar com a questão da segurança da informação. As menores, no entanto, precisarão fazer, no mínimo, investimentos em TI.

Um exemplo prático são as cláusulas de aplicativos. Não será mais possível listar as condições em um texto longo, quase interminável, para que seja marcado como aceito ao final. Será necessário deixar claro que dados estão sendo disponibilizados por ele e para que fins, em cada etapa em que isso seja necessário.

Quando a LGPD entrar em vigor, o controle do usuário estará assegurado. E isso será mais evidente em operações financeiras. Cai, por exemplo, o sistema “opt-out“, que consiste em autorizar automaticamente uma instituição a compartilhar dados do usuário com outras instituições ou empresas.

A partir de agosto, todas estas empresas deverão estar plenamente adaptadas ao sistema “opt-in“, ou seja: o cliente precisa dar permissão expressa para que seus dados sejam comunicados entre bancos, garantindo sua privacidade.

E se até os bancos terão que se adaptar, é claro que com sua empresa não será diferente.

Você vai precisar de ajuda

A Lei Geral de Proteção de Dados afeta empresas também na forma como se relacionam com fornecedores e parceiros. Isso porque ela envolve também o armazenamento seguro dos dados coletados dos usuários, além do consentimento sobre seu uso.

Levando em consideração o que dissemos lá no início deste artigo, não restam dúvidas de que, para evitar tentativas de fraudes, invasões e vazamento de dados, o local mais seguro para armazenar e processar dados corporativos é o data center.

Caso este serviço seja terceirizado, cabe ao fornecedor o desafio de garantir que as informações sejam utilizadas da maneira correta e transparente. Só um parceiro especializado pode ajudar no período de transição, com as medidas mais eficientes para o cumprimento da lei.

Para lidar com essa nova situação enquanto administra o seu negócio, conte com as soluções da Bludata! Entre em contato para saber como podemos ajudar.

 

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Data center no Brasil: qual é a melhor opção?

Os problemas que muitas empresas têm com armazenamento de dados estão com os dias contados. Data centers nacionais com alto índice de disponibilidade, redundância e tolerância a falhas já atingem patamares internacionais de qualidade.

A presença de data centers certificados consolida o nosso país como player de nível internacional no ramo da tecnologia, e impõe um marco para o desenvolvimento econômico nessa área. Além disso, um data center no Brasil tem outra vantagem: quanto mais próximo, melhor.

É natural que neste cenário a cidade de Blumenau, que desponta como polo tecnológico, saia na frente. A certificação TIER III, primeira do estado e segunda da região Sul, obtida pela Bludata, ajudará a empresa a atender uma demanda recente e urgente: desenvolver um ecossistema digital na região.

A tendência é que isso aconteça à medida que mais startups e equipes relacionadas se unam e reforcem sua posição como integrantes do processo.

A localização de um data center é um fator muito importante

O upgrade na qualidade da empresa otimiza o gerenciamento de operações, atingindo a maior taxa de disponibilidade possível. A inclusão de um alto nível de redundância e a redução drástica nos riscos atendem às crescentes demandas exigidas na economia digital.

Além dos critérios estritamente técnicos, a certificação TIER III atesta a qualidade de data centers com base em quesitos geográficos. Nesse sentido, uma localização privilegiada é de grande valia na obtenção dessa importantíssima validação.

Mas o que torna uma localização privilegiada em termos de estrutura de data center? Eis alguns dos fatores pouco conhecidos que influenciam na alta qualidade e no alto nível de disponibilidade do data center localizado em Blumenau.

Condição climática favorável

Para que equipamentos não sejam danificados e os dados não sejam comprometidos, a certificação determina que o ambiente onde são armazenados conte com um sistema de resfriamento de alta precisão, para que o controle da temperatura e da umidade do ar possam ser eficazes. Isso também garante o bom desempenho e a durabilidade das máquinas.

Qualidade das fontes de energia

Não é só pela possibilidade de queda. Fontes de má qualidade são instáveis e podem comprometer gravemente a integridade do servidor. É por isso que é importante contar com a redundância dos dados. A Certificação TIER III garante o funcionamento ininterrupto do data center, evitando que ele seja desativado por falta de energia.

Acesso rápido ao local de armazenamento

Além dos equipamentos empregados, não pode haver erro na escolha do local onde os dados ficarão armazenados, pois ali será hospedada uma parte crítica das empresas contratantes do serviço. Se o data center precisar de atualizações ou manutenção, quem está cuidando dele deve conseguir chegar até o local rapidamente.

Internet de qualidade

A largura de banda e boas redes de fibra melhoram o desempenho do tráfego de dados e evitam algumas dores de cabeça. Mas o que nem todos sabem é que distâncias mais curtas também significam conexões mais rápidas. Servidores mais próximos dos clientes reduzem a latência (tempo que os dados levam para viajar da origem ao destino).

Mão de obra

Polos tecnológicos levam vantagem na corrida por certificações de qualidade por disporem de um grande potencial de mão de obra qualificada, com profissionais capacitados e especialistas que farão a gestão dos servidores com o máximo rigor.

Fatores de segurança

Uma região segura, com baixo índice de criminalidade, fora das rotas de tráfego aéreo, protegida contra catástrofes naturais, risco químico, radioativo, de explosão ou de contaminação proporciona mais segurança à estrutura física do armazenamento de dados.

Monitoramento

A presença de monitoramento eletrônico na própria estrutura do data center também é um item primordial. A entrada e saída de pessoas deve ser altamente controlada e vigiada de forma ininterrupta. A prevenção e o combate a incêndios também figuram entre as prioridades.

Mobilidade urbana

Uma região que oferece livre trânsito e fácil acesso às principais rodovias, postos de combustível, helipontos e aeroportos também é um ponto a ser considerado. Um data center no Brasil, obviamente, oferece grande vantagem neste aspecto.

Um data center no Brasil facilita a comunicação

Não é porque trabalhamos com máquinas que o fator humano deva ser desconsiderado. Muito pelo contrário! O mundo digital surgiu para aproximar as pessoas. Por isso, o último item de nossa lista, mas talvez o mais importante aspecto a ser considerado na contratação de um data center, é o relacionamento.

A disponibilidade para solucionar eventuais problemas, sanar dúvidas e prestar todo tipo de assistência é fundamental. Em momentos de crise, ninguém quer ficar sujeito à frieza de chats ou e-mails. Nestas horas, nada mais apropriado do que um atendimento mais próximo, que entenda qual seu problema e ajude a resolvê-lo rapidamente.

Tudo isso só é possível se você puder contar com um data center no Brasil, o mais próximo possível.

Parece irrelevante, mas isso fará diferença quando você precisar de suporte técnico para verificar queda ou indisponibilidade dos serviços. Se o data center não estiver preparado para agir rapidamente, todo seu investimento começa a perder sentido.

Quer colocar nosso atendimento à prova? Converse com nossa equipe de especialistas.

 

Data Center Bludata

Data center no Brasil: qual é a melhor opção?
O que são Data Centers e como eles funcionam?

O que são Data Centers e como eles funcionam?

Essas estruturas têm papel fundamental para garantir que os dados das empresas estejam sempre protegidos contra falhas, ataques e vazamentos.

Uma das grandes dificuldades das empresas, neste mundo digitalizado, está em onde abrigar o grande volume de dados gerados por elas. Para suprir essa demanda é que existem os Data Centers.

É nessa estrutura que todos os dados de uma empresa ficam muito bem armazenados, em computadores potentes e seguros, conhecidos como servidores.

Por isso, não são apenas grandes empresas que devem se preocupar com essas estruturas. Afinal, a informação é algo valioso e crucial para a sustentabilidade de qualquer negócio.

Criamos o artigo de hoje para você que é um principiante na área. Nele vamos esclarecer o que é um Data Center e como essas estruturas funcionam.

Tudo para que você fique por dentro deste tema e entenda melhor o que você ganha ao adotá-lo de maneira adequada.

O que são Data Centers?

A terminologia pode parecer complexa e até distante da sua realidade. Mas, a verdade é que os Data Centers estão mais perto e somos mais dependentes deles do que se pode imaginar.

Um exemplo, é todo o volume de dados gerado por nós nas redes sociais. Todas as fotos e arquivos que publicamos ficam armazenados em servidores, que ficam alojados dentro de Data Centers.

A esse ambiente projetado para concentrar servidores e banco de dados damos o nome de Data Centers.

Eles têm a finalidade de processar grandes quantidades de informação, fazendo com que elas estejam disponíveis para os usuários de forma ininterrupta, bastando para isso apenas um clique.

Quais os tipos existentes?

No geral, os Data Centers são classificados em duas categorias: Data Centers Privados (PDC) e Internet Data Center (IDC).

No caso dos PDCs, o ambiente é gerenciado pela própria organização, ou seja, são Data Centers próprios, criados e mantidos dentro de uma empresa.

Enquanto isso, os IDCs são estruturas gerenciadas por um provedor de serviços de telecomunicações. Ou seja, são empresas contratadas que fornecem serviços de hospedagem de sites, e-mails, equipamentos, armazenamento de conteúdo, entre outras tarefas para os usuários.

Componentes básicos que compõem essas estruturas

Dependendo da necessidade, os Data Centers podem variar de tamanho, arquitetura e de função. Ainda assim, é bastante comum que equipamentos de alta performance estejam agregados a sua estrutura, como servidores, switches, storages, entre outras soluções.

Por isso, construir e manter essa estrutura dentro das empresas não é tão simples como pode parecer.

Tudo precisa ser calculado com muito planejamento para que nada impeça ou interrompa o funcionamento desses computadores. Afinal, como falamos anteriormente, para garantir o acesso às informações, os Data Centers precisam funcionar 24 horas por dia 7 dias na semana.

Cuidados que garantem a proteção e o pleno funcionamento dos Data Centers

Para que nada de errado aconteça com os Data Centers, os equipamentos geralmente são montados em racks e armários metálicos, em ambientes extremamente protegidos.

Ou seja, com controles de acesso super rigorosos, proteção contra incêndio e outras intempéries da natureza, além de sistemas de resfriamento muito bem projetados para manter uma temperatura estável.

Outro componente vital para o funcionamento dos Data Centers está no fornecimento de energia, que não pode parar.

Assim, essas estruturas devem ser instaladas em um local onde a concessionária de energia elétrica tenha condições de atender dezenas e milhares de máquinas de forma ininterrupta. E, para reforçar a proteção, no caso de uma queda nesse abastecimento, as empresas precisam contar com geradores de energia movidos a diesel.

Tudo para garantir que esses computadores estejam operantes pelo maior tempo possível, mesmo em caso de um apagão.

Palavras finais

Como você pode ver, ter uma estrutura que funcione adequadamente depende do conhecimento que os responsáveis por esse ambiente tem sobre os Data Centers.

Portanto, não é algo que você pode deixar nas mãos de qualquer um. Afinal, é desse conjunto que vai depender a saúde digital da sua empresa.

 

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